ROT - "Subversive, not alternative!"


De Osasco, interior de São Paulo, surgiu a melhor banda de grindcore do Brasil e uma das melhores também a nível mundial: o ROT. A banda foi formada em 1990 por Mendigo (guitarrista) e Marcelo (vocalista), embora antes disso os caras já estivessem envolvidos no undeground da região, envolvidos em outros projetos, fazendo fanzines e organizando eventos. Completavam a formação do ROT Babu (baixista) e Júlio (baterista), porém passaram por várias trocas de formação (quem quiser conferir o histórico inteiro, dê uma sacada aqui) e mais tarde, a banda adotaria um segundo vocalista, Jeferson.

O ROT mandava um grindcore direto e sem frescuras, bem na linha do Napalm Death antigo (dos belíssimos discos "Scum" e "From Enslavement to Obliteration"), com muita influência crust, músicas curtas e letras com temática social, política, filosófica ou mesmo retratando acontecimentos do cotidiano dos integrantes da banda.



O ROT, enquanto existiu sempre foi uma banda muito ativa no underground nacional, fez várias gigs pelo Brasil inteiro, chegou a fazer duas tours europeias (em 1996 e 1998) e lançou bastante material, entre discos, EPs, material ao vivo e splits, inclusive com bandas notáveis como o Agathocles (se bem que toda banda de grindcore do mundo deve ter split com o Agathocles...), Psycho, Subcut e Life Is A Lie.

A banda encerrou suas atividades em 2008, porém deixou um legado importante e invejável para o grindcore nacional (e porque não, mundial?) e uma fiel legião de fãs, sendo que até os dias de hoje é uma banda de "culto" pelos fãs da barulheira.



Pra quem quiser conferir uma das mais grandiosas bandas que esse país falido já teve, deixo aqui a coletânea "Old Dirty Grindcores", lançada em 2002 pela Rotthennes Records em parceria com a 2+2=5. Esse disco compila 65 músicas de todas as fases da banda, material retirado de splits, demos e EPs e é uma boa pedida pra quem quer conhecer o som dos caras, pouco mais de 1 hora de pura violência e grindcore brutal, sem frescuras.

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