Contracultura resistente


Texto e entrevista por Homero Pivotto Jr.

Em meio a cantos e sonoridades tribais, um lobo solitário faz ecoar seu uivo mundo afora. É Anthony "Wolf" Rezhawk, vocalista californiano de ascendência indígena nascido – segundo ele mesmo – há muitas luas em algum esconderijo qualquer. Sua marca registrada é a voz poderosa e soturna, com a qual transforma as letras que escreve em brados que reverberam doses de amor e raiva. Isso, tanto à frente do Resistant Culture (banda que fundou ainda nos anos 80) quanto da lenda grind Terrorizer, projeto no qual assumiu o microfone a convite do finado amigo e colega Jesse Pintado (ex-Napalm Death).

Não bastasse o timbre de voz diferenciado, Wolf também tem uma postura ativa não tão comum, que transcende o universo das artes. Além de suas incursões musicais, o norte-americano é envolvido com iniciativas em favor do bem estar dos animais.

Na entrevista a seguir, feita por e-mail, Wolf resgatou um pouco de sua ligação com o punk e o metal, comentou a história e os planos futuros do Resistant Culture, revelou como entrou para o Terrorizer, opinou sobre questões indígenas e contou como tenta ajudar o mundo a ser um lugar melhor para todos os seres vivos.



Como você se envolveu com música pesada e cultura underground?

Wolf – Quando eu era garoto um dos meus irmãos mais velhos era viciado em rock. Ele curtia Led Zeppelin, Pink Floyd, Kiss, Sex Pistols, Black Sabbath… Eu costumava assistir ele se perder na música, como se estivesse sob o efeito de um feitiço podereso. Isso me interessou, então comecei a ouvir rock também. Não muito tempo depois, um amigo da escola me apresentou o movimento musical underground chamado punk rock. Por volta dos 13 anos, eu e uns amigos montamos uma banda punk.

Você busca inspiração em outros tipos de arte além da música (como filmes ou literatura, por exemplo)? Quais artistas influenciam seu trabalho na música e com o ativismo político-social?

Wolf – Absolutamente! Aqui estão algumas das influências na minha vida:
- John Trudell, um indígena norte-americano poeta. Seu trabalho de estreia foi o incendiário Tribal Voice, um disco no qual a poesia é sobreposta a tambores indígenas e cantos;
- Corbin Harney, um homem da medicina, escritor, porta-voz para a Terra e um amigo pessoal;
- Hieronymus Bosch, pintor;
- David Alfaro Sisqueiros, pintor;
- Dzislaw Beksinski, pintor;
- Diego Rivera, pintor;

Livros:
- Enterrem Meu Coração na Curva do Rio (Bury My Heart at Wounded Knee), de  Dee Brown .
- A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan) e Uma Estranha Realidade (A Separate Reality), de Carlos Castaneda.

Filmes/documentários:
- Guardião dos Sonhos (Dream Keeper)
- 500 Nações (500 Nations)
- Laranja Mecânica (Clockwork Orange)

Pessoalmente, eu não me considero um ativista, mas um ser humano preocupado.

Quais são suas bandas favoritas? Quais grupos você considera os mais importantes em sua formação musical?

Wolf – Existem muitos, mas posso dizer que o Discharge foi especial para mim porque eles tinham o som que eu realmente curtia. Para mim, o Discharge foi a primeira banda punk a adicionar elementos do metal em sua música (levadas e som metálico de guitarras). Eu também era muito fã de Conflict, Crass, etc. Para mim essas bandas tinham letras excelentes, assim como suas composições. Não muito tempo depois disso, nasceu o crossover (grindcore, thrash, death, black, etc.), que na verdade é meu verdadeiro berço musical, já que foi o que me definiu como músico e artista. Eu estava lá desde sua criação, e cresci junto com o estilo. Com ele vieram diversas novas bandas que me influenciaram, principalmente pelo som que faziam. Nomes como Celtic Frost, Hellhammer, Napalm Death, Repulsion, Possesed, Motörhead, e muitos outros. Eu sei que o Motörhead já estava por aí há tempos, mas foi o crossover que me fez tomar consciência sobre eles.

Você é da Califórnia, estado norte-americano com um das cenas punk mais prolíficas do mundo desde o fim dos anos 70. Chegou a fazer parte do movimento naquela época?
Wolf – Os anos 70 foram antes do meu tempo. Eu acabei me envolvendo com a cena da minha nos anos 80. A molecada da escola estava sempre falando sobre as bandas que ouvia e como era a cena local deles, as bandas, os shows. O resto é história.

E sobre seu lado mais metal, de onde veio?

Wolf – Minha primeira experiência com o metal foi o Mettalica. Um primo trouxe para casa o LP Ride de Lighting, e o fato de que era algo pesado e rápido realmente me pegou de jeito. Eu pude ver que aquela música era boa para slam dance (mosh pit), algo que, na época, era feito só nos shows de punk. Pouco tempo depois, um amigo meu conheceu o irmão mais novo do Tom Araya, o John, e ele convidou esse meu brother para ver um ensaio do Slayer. O cara me levou junto e essa experiência tornou-se outro ingrediente na minha transformação, que duraria o resto da vida. Eu costumo dizer que o punk me deu a liberdade de expressão, e o metal me deu a música.

Seu vocal tem características bem distintas. Por exemplo: soa perfeitamente compreensível, mesmo sendo extremamente agressivo e forte. Isso sem mencionar as partes limpas, como na faixa ‘Runaway’. Como você faz isso? Tem alguma técnica?

Wolf – Obrigado pelo elogio! Quando eu era garoto eu tive aulas de canto, que me ensinaram o básico. Eu sou vocalista há muito tempo, então desenvolvi um estilo e uma técnica próprios.

Falando em ‘Runaway’, qual foi a inspiração para a videoclipe?

Wolf – Experiências pessoais.



Ok… Vamos falar sobre suas bandas. O Resistant Culture foi sua primeira experiência musical?

Wolf – Eu estive em algumas outras bandas que nunca deixaram o estúdio de ensaios. Então, decidi começar meu próprio grupo, no qual eu pudesse ter mais entrada e, finalmente, tocar ao vivo e gravar.

No início, o nome da banda era Resistant Militia. Por que trocaram para Resistant Culture? Tem a ver com o lance da descendência indígena? Quero dizer: o nome seria uma homenagem aos povos que sofrem com a ganância e o preconceito, mas ainda resistem bravamente?

Wolf – Com certeza! Se você olhar para o nosso ‘mundo civilizado’, poderá ver que está sendo feito tudo que é possível para aniquilar a cultura indígena, espiritualmente e no modo vida. Um ancião me mostrou uma música anos atrás, durante o evento Gathering of Elders, e disse que o nome dela era ‘We’re Victorious’. Quando perguntei sobre o que era a canção, ele falou que a letra dizia assim: “We’re victorious because in spite of all the efforts from the dominant culture, we’re still here – the red nation, indigenous (Somos vitoriosos porque, apesar de todos os esforços da cultura dominante, ainda estamos aqui – a nação vermelha, indígenas).

O ancião disse que a música agradecia os antepassados pelo espírito de resistência resiliente e por manter o fogo sagrado acesso mesmo em tempos nos quais isso significava morte. Então, basicamente, somos os herdeiros de 521 anos de ‘Cultura Resistente’.
 
(Resistant Culture nos primórdios, quando ainda se chamavam Resistant Militia)

É perceptível uma certa evolução entre os discos "Ancient Future" (2001) e "All One Struggle" (2008), musicalmente falando. Como rolou esse aprimoramento?

Wolf – Bem, Ancient Future foi lançado sob o nome de Resistant, não Resistant Culture. Os elementos tribais, do punk e do metal são coisa minha e da Kat (guitarrista). Já os lances mais jazzy são ideias do Rafa, nosso baixista na época. Nosso baterista era um metalhead do mainstream que gostava de funky metal. Nós tínhamos bagagens musicais diferentes e, como todos estávamos pagando para fazer esse disco, era preciso que cada um estive bem com seu processo individual. O trabalho que fazemos com o Resistant Culture, na minha opinião, é de longe mais focado, principalmente porque estamos na mesma página, musicalmente e filosoficamente.

Mesmo que os álbuns do Resistant Culture pareçam um pouco diferentes entre eles, todos têm algo em comum: os elementos tribais (flauta, chocalho, tambores tribais e cantos). Antes de ouvir esse tipo de música as pessoas podem pensar que pode soar estranho, mas não. É algo único e interessante.

Por que decidiram usar esses elementos?

Wolf – O fato de nosso som ser diferenciados em cada lançamento é, na verdade, algo premeditado e planejado. Gostamos de manter as coisas interessantes para nós mesmos e para os fãs. Como banda, fundir os elementos tribais com o metal extremo e o punk era um desenvolvimento natural, pois esses gêneros correm profundamente em nosso DNA. Também não podemos esquecer que a raiz do grindcore, do punk e até do rock’n’roll como um todo, está cravada profundamente no solo da não conformidade. Para a gente, isso é meio lógico.

O Sepultura usou elementos indígenas no álbum "Roots" (1996). Eles foram até a tribo Xavante e gravaram com os nativos e experimentaram sua cultura por alguns dias. O que você pensa sobre isso?
Wolf – Eu gosto do Sepultura, mas, para ser honesto, não sei o que pensar. Isso porque eu não sei o que estava passando pela cabeça e pelo coração dos caras quando eles fizeram o disco. Quando eu era criança, meu avô me disse que todo e qualquer homem tem suas razões para fazer o que faz. Eu espero que o Sepultura e/ou todas as pessoas envolvidas com a gravação forneçam ajuda e suporte ao povo Xavante, ao menos expondo suas lutas para sobreviver em um mundo que só quer tirar o que é deles.

Em suas letras podemos encontrar temas como a ganância humana e críticas sociais, além de material relacionado a assuntos indígenas. O objetivo é alertar quem ouve suas músicas sobre o que há de errado em nossa sociedade?

Wolf – Exatamente! Existe um nível saudável de amor e de raiva expresso em nosso trabalho. É aberto à interpretações, mas eu acredito que seja extremamente claro. Pessoalmente, acredito que cada pessoa, artista ou músico tenha a necessidade de mostrar o que está em sua cabeça e em seu coração, seja o que for. Se as pessoas não gostarem ou não entenderem, que assim seja.



O Resistant Culture está trabalhando em um novo disco chamado "Shamanic Healing". Como está o processo de composição/gravação? Como as novas músicas estão soando? Haverá algum convidado especial? Quando o álbum será lançado?

Wolf – "Shamanic Healing" está quase pronto. No momento, estamos procurando por uma gravadora para lançá-lo. Recentemente, gravamos os últimos dois sons, que terão a participação do legendário Pete Sandoval (Morbid Angel, Terrorizer). Os serviços de mixagem estão sob a responsabilidade do excelente Dan Swano (que já trabalhou com Marduk, Dissection, Opeth, entre outros) do Unisound Studios. As músicas estão matadores e mal podemos esperar para dividi-las com o mundo. Manteremos vocês informados!

Você também gravou dois grandes álbuns com a lenda grind Terrorizer. Como rolou a chance de substituir Oscar Garcia (que gravou o clássico "World Downfall")?

Wolf – Desde que o Jesse Pintado (guitarrista) tocou no Resistant Culture – depois que saiu do Napalm Death, em 2004 – e gravou "Welcome to Reality" com a gente, ele ficou instigado a gravar um novo material com o Terrorizer. Como ele gostou do meu estilo de gravação (como produtor), me perguntou se eu gravaria quatro faixas para uma demo. Eu disse: claro! Então, ele contatou Pete Sandoval, que ficou felizão de voltar às trincheiras do Terrorizer. Ele também chamou o Oscar Garcia, mas ele declinou. Foi nessa época que o Jesse me questionou se eu teria interesse em ser o vocalista do Terrorizer. O resto vocês já sabem.


Como foi a experiência com o Terrorizer? Foi bacana fazer parte da banda?

Wolf – Com certeza! Principalmente agora, que eu participo no processo de criação das músicas.

No ultimo disco do Terrorizer, "Hordes of Zombies" (2012), David Vincent (do Morbid Angel) foi o baixista. Vi em algumas entrevistas que você disse haver algumas divergências entre ele e o resto da banda. Eram conflitos musicais apenas ou ideológicos também?

Wolf – Eu não conheço o David muito bem. O pouco tempo que passamos juntos foi só para falar e trabalhar em um esforço mútuo: a gravação do Hordes of Zombies. Na minha presença ele era um cara sério. Se você me permite, vou deixar por isso mesmo. David não é um membro permanente do Terrorizer, ele apenas gravou conosco.



Como você conheceu Jesse Pintado?

Wolf – Jesse e eu nos conhecemos quando éramos bem novos e estávamos começando a fazer parte da cena local. Ele chegou a tocar no Resistant Militia por um tempo. Desde quando ainda não tínhamos idade para dirigir, o pai dele costumava deixá-lo em nosso local de ensaio e buscá-lo depois. Infelizmente, isso não durou muito, pois o pai dele cansou de carregá-lo, possivelmente porque era bem longe (cerca de 45min).

Como era o Jesse (calmo, extrovertido…) como pessoa e como músico? Acredito que ele era uma espécie de gênio da música extrema, você concorda?

Wolf – Sim, Jesse era muito legal! Não lembro dele raivoso muitas vezes, e quando ele ficava, era algo sutil. Ele não era do tipo competitivo. Jesse era calmo na maior parte do tempo. Ele poderia fazer amizade com qualquer um, desde uma criança até um idoso, não interessava se era rico ou pobre. Jesse viveu pelas coisas boas e não perdeu tempo com o que não lhe trazia satisfação. Eu definitivamente concordo com você sobre ele ser um gênio da música extrema. O cara foi inovador e um pioneiro que deixou um legado de discos matadores.

Jesse ajudou o Resistant Culture a crescer como banda?

Wolf – Eu não diria que ele ajudou a gente a crescer como banda. Quando ele veio tocar com o Resistant Culture, nos disse que gostava do jeito que trabalhávamos juntos, como uma família. Jesse disse que o inspiramos para voltar a tocar e ele queria fazer isso conosco. A gente não só tocava, mas também fazíamos atividades saudáveis juntos, como acampar e fazer caminhadas. Ele até tocou com a gente em uma manifestação anti-guerra em Hollywood. Jesse realmente sentiu o espírito Resistant Culture. Mas, claro que ter um guitarrista lendário em nossa banda foi uma honra! Então, eu diria que ele ajudou a impulsionar o espírito.

Katina substituiu Jesse no Terrorizer. Antes disso ela já tinha trabalhado com você no Resistant Culture, certo? Foi fácil para ela se acertar com o Terrorizer?

Wolf – Katina é parte importantíssima no Resistant Culture, e tenho trabalhado com ela há um bom tempo. Ela também trabalhou com o Jesse no Resistant Culture. Então, fazia sentido para Katina entrar no Terrorizer após a morte dele.



Agora, gostaria de voltar ao tema indígena. Não sei se você sabe, mas aqui no Brasil diversas tribos diferentes sofrem por conta da ganância humana. Eles não são reconhecidos, são subjulgados e precisam lutar por suas terras contra grandes corporações. Em 2012, houve um episódio no qual os Guarani-kaiowá liberaram uma carta aberta à sociedade alertando sobre sua situação. No documento, os indígenas alertavam que cometeriam suicídio coletivo caso perdessem suas terras para grandes fazendeiros com quem vivem uma disputa sem fim. Por que você acredita que tribos nativas ao redor do mundo precisam passar por tanto sofrimento?

Wolf – Os povos indígenas continuam sofrendo porque suas terras foram roubadas. Além disso, sua cultura, linguagem e espiritualidade foram quase completamente destruídos. As primeiras nações deveriam viver na terra de seus ancestrais, sendo honradas e respeitadas.

Na sua opinião, existe algum jeito de ajudar esses povos?

Wolf
– A melhor maneira é as pessoas de consciência apoiarem as lutas indígenas no que for possível. Pode ser algo simples, como encaminhar notícias dessas tribos para o resto do mundo. Nessas alturas, a melhor ferramenta na batalha pela sobrevivência dos indígenas em suas terras é a Internet. Isso dá aos povos a oportunidade de falar ao mundo sobre as atrocidades que são cometidas contra eles e contra o meio-ambiente.

Por que parece tão difícil uma solução pacífica entre os nativos e o resto da sociedade?

Wolf – Os povos originais que vivem em suas terras tradicionais estão sempre em desacordo com grandes corporações, porque há sempre algo que eles (as indústrias) querem. A maior parte do tempo são as terras mesmo, que servem para mineração, construção e agricultura industrial. As pessoas precisam entender que o ecossistema em que vivemos é muito sensitivo, e se não o respeitarmos e cuidá-lo, ele não vai suportar qualquer forma de vida como a conhecemos. Ajudando essas pessoas a permanecerem em suas terras, os não-indígenas estão auxiliando que pedaços de terra continuem em sua forma natural. Isso é algo que você pode não dar bola hoje, mas será algo apreciado por outras gerações no futuro.

"Em 1877, Cavalo Doido teve uma visão que dividiu com Touro Sentado durante uma cerimônia com o cachimbo, alguns dias antes de ser assassinado. Ele disse: “Sobre o sofrimento além do sofrimento, a nação vermelha deve emergir novamente e isso será uma bênção para o mundo doente. Um mundo repleto de promessas quebradas, egoísmo e separações. Um mundo em busca da luz novamente. Eu vejo um tempo de sete gerações, quando todas as cores da humanidade irão se reunir sob a árvore sagrada e toda a Terra se tornará um círculo novamente. Nesse dia, aqueles entre o meu povo levarão conhecimento e compreensão da unidade entre todos os seres vivos, e os jovens brancos virão até eles pedir por sabedoria. Saúdo a luz interna dos olhos deles, onde todo o universo habita, pois quando você está no centro dentro de você e eu estou nesse lugar em mim, nós somos um só."
– Crazy Horse

Você tem um projeto chamado The Resistant Culture Pitbull Rescue Project para ajudar os cães. Conte-nos sobre essa iniciativa.

Wolf – É lamentável que a cultura dominante, por meio da religião, ensine que os animais são para os humanos usar e explorar. Fico triste em dizer que existem muitos abusos contra os animais diariamente. Nesse caso particular, há uma grande injustiça praticada contra a raça dos pitbulls, devido à mídia de massa. Em nossa experiência, pitbulls são um dos cães mais amáveis que você pode ter na família. Mas é desprezível que existam humanos que tiram vantagem da lealdade desses bichos e façam eles brigarem por dinheiro. Esses cachorros são fortes, assim como sua capacidade de amar. Por isso eles lutam até a morte, por causa de seus donos. Temos três pitbulls resgatados de um local de rinha, e entendemos sua natureza muito bem. Historicamente, eles eram chamados de "cães babá", pois são ótimos com crianças. Aqui em Los Angeles, cerca de 200 pitbulls são mortos por dia. Muitos deles vítimas da legislação específica para a raça. Tivemos a chance de nos envolver com o abrigo onde os bichos são mortos e fazemos vídeos para colocar na Internet. Até agora, conseguimos salvar centenas de cães do corredor da morte encontrando lares amorosos ou organizações de resgate para levá-los.

Além de projeto com os pitbulls, você participa de alguma outra iniciativa para ajudar animais e/ou o meio-ambiente?

Wolf – Sim! Somos parte (direta ou indiretamente) de algumas associações de base que dão suporte a diferentes causas, desde a preservação e promoção da cultura nativa de lutas pela terra, até direitos humanos e direitos dos animais. Eles geralmente nos chamam quando precisam. Estamos sempre abertos a ajudar dentro das nossas possibilidades.

Para conhecer o trabalho de Anthony "Wolf" Rezhawk, deixo aqui os discos "Welcome to Reality" do Resistant Culture e "Hordes of Zombies" do Terrorizer.

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