Bad Music Sessions #2 - Dia dos mortos, noite dos tortos!


Passada a tradicional ressaca de domingo, estou aqui apto para fazer aquela resenha sobre a segunda Bad Music Session, que rolou no Black Stone dia 2 de novembro, sábado passado. 

Pra começar, dessa vez decidimos fazer um evento de peso, porém com variedade mesmo dentro disso, e creio que não poderíamos ter escolhido bandas melhores para essa festa de culto ao capiroto e zueragem. Todas muito competentes naquilo que fazem e todas elas fizeram shows incríveis. Além disso, depois da primeira Bad Music Sessions (14 de setembro), que foram apenas 10 pagantes, nossas expectativas estavam bem baixas. E qual não foi a minha surpresa ao chegar no pico e ter uma cacetada de gente muito antes do evento começar? E o melhor, todo mundo lá agitou muito e transformou o estúdio num caos, e deu até pra pagar as bandas. Tudo foi feito no maior espírito e ética do it yourself, sem panelismos, poserismos ou frescuras. Nada de "minha banda odeia o governo mas quer apoio da prefeitura pra fazer show", ou aquele mimimi de "apoie a cena, vá no show da minha banda" e papos vazios sobre esperança, união, "estou há 50 anos na cena" e essa babaquice total. Só a nata do underground demolindo tudo!

Quem abriu a noite foi a Extr Sicks, que inclusive, estreava nos palcos nesta noite. Com um set curto, a banda mandou ver no seu grindcore foderoso cheio de influências de black metal e crust, com sons muito bem trabalhados, curtos, rápidos, brutais e agressivos. Porto Alegre precisava de uma banda assim, era o que faltava na nossa cena local. Abriram a noite com chave de ouro e já deram gostinho do que iria rolar, e a galera já se esquentou com um pouco da tradicional dança de polga.


Não demorou muito para a Shade of Mankind iniciar sua apresentação. Foi, certamente, a banda mais agressiva da noite, com seu som inrotulável, que mescla tudo que há de extremo e pesado na música. O som dos caras tem influência de tudo: grind, crust, hardcore, black, death, thrash, tudo isso e mais um pouco! Particularmente acho que foi a melhor apresentação da banda que eu já vi. Estão muito mais entrosados, muito mais sujos, brutais e agressivos. Por muitas vezes os membros da banda pareciam possuídos, tinham uma ótima e ameaçadora interação com o público e a galera se quebrou pra caralho no pogo. Rolaram covers de Napalm Death, Integrity, Mortician e Bolt Thrower ,e ainda dei uma participação especial no show em um som dos caras, "Inhuman Rights". A banda terminou sua apresentação no maior clima hardcore nipônico com a épica "Anthem For Blood", com direito até à um solinho power rangers por parte de Zoltar, o novo guitarista da banda, e deram um gostinho do que será seu debut, que se tudo der certo, até o final do ano já estará disponível na internet para ouvirmos.


Encerrando a noite, tivemos a Morterix, lançando em formato físico seu primeiro disco "The Roots of Ignorance". A banda, que já é veterana na cena, fez o show mais agitado da noite. O pogo rolou do começo ao fim, sem trégua, com os tradicionais stage dives no banquinho do teclado. A banda fez um set com músicas que integram o disco e algumas novas, além dos covers, tudo brutal e sem frescura! Nunca me canso de dizer que é uma das melhores bandas de Porto Alegre! Esse sábado, os caras ainda tocam com o Violator em São Leopoldo, e agora você pode adquirir o disco dos caras em mãos nos shows por apenas 10 mangos! 


No final das contas, saiu todo mundo mamado, quebrado e felizão!


Ficamos realmente muito motivados com essa segunda edição da Bad Music Sessions, e iremos continuar organizando eventos e fazendo movimento na cena, quer os autoritários e caga-regras do underground queiram ou não, e não importa a bobagem que disserem! Ano quem vem tem mais Bad Music Sessions, e se tudo der certo, em um pico diferente, com mais bandas e só aumentando o nível!

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