Babylon's burning...


Formada no final de 1977, o Ruts foi uma das melhores, mais criativas e mais agressivas bandas da safra punk inglesa de 1977-1979. Com músicos extremamente talentosos e técnicos, que já haviam passado por grupos de jazz e funk (!), faziam um som bastante trabalhado, consistente e com ótimas letras também, de cunho político e social, mas sem panfletarismos.



A história da banda começa muito antes do punk, no bairro de Hayes, zona oeste de Londres, com a amizade entre Malcom Owen (vocal) e Paul Fox (guitarra), velhos amigos de escola. Logo no início dos anos 70, os dois se mudaram para uma comunidade hippie na ilha de Anglesey, no País de Gales, um antro do misticismo celta. Lá mesmo eles começaram a compor músicas e fundaram um grupo chamado Aslan, com Paul Mattock na batera, que fazia um som com influências do folclore celta, obviamente. Em 1975 a comunidade entrou em colapso e os três voltaram para Londres. Lá, Fox e Mattock se juntaram ao Hit & Run, grupo de jazz/funk que lançou apenas um compacto, hoje raríssimo. Ruffy, amigo de Mattock, também se junto ao grupo, que viva de shows, basicamente. Naquelas alturas o punk explodia nas ruas de Londres, e Owen, que fazia bico como DJs, sempre antenado, e após ver um show dos Sex Pistols junto com o amigo Fox e convencido de que poderia fazer melhor, decidiu montar uma banda naquele estilo. Owen e Fox chamaram Ruffy e Mattock e assim estava formado o Ruts, em agosto de 1977.


Não demorou para a banda começar a fazer shows e chamar a atenção do público. Porém já em 1978, Mattock, não habituado com o punk, não queria mais tocar tão rápido e pediu pra sair. Ruffy passou pra batera e ohn "Segs" Jennings assumiu o baixo. Estava reunida então a formação clássica do Ruts, que faria história. Na mesma época, a amizade de Owen com o pessoal do Misty in Roots (banda de reggae inglesa), possibilitou que a banda fosse pra frente. O pessoal do Misty tinha um selo independente, People Unite, que ajudou no lançamento do primeiro single da banda, com as músicas "In A Rut" e "H-Eyes". As mil cópias do compacto, sem capa, venderam rapidamente após John Peel elogiar entusiasticamente o grupo em seu programa na rádio BBC. Em 1979 e 1980, a banda gravou duas clássicas Peel Sessions.



Voltando para o ano de 1978, nessa época a banda se envolveu fortemente com o movimento Rock Against Racismo, junto com o Misty in Roots, e nessa mesma época, também começaram a absorver influências reggae, vendo como o Misty tocava. A fama da banda cresceu logo e assinaram um contrato com a Virgin Records. O primeiro compacto pela major foi o clássico "Babylon's Burning/Society". "Babylon's Burning" é de longe o maior "hit" da banda e um dos maiores clássicos do punk setentista. Em 1979, a banda lançou um segundo single, "Something That I Said/Give Youth a Chance", e logo entrou em estúdio para gravar o primeiro disco, "The Crack", lançado no mesmo ano.


"The Crack" é um clássico do punk inglês e um dos melhores discos da história do punk rock. Intenso, consistente e agressivo, o disco é uma paulada na cara, com faixas beirando o hardcore, como "Criminal Mind", "I Ain't Sofisticated", "Backbitter" e "Human Punk", além de geniais canções como "Babylon's Burning", "Dope For Guns", "Something That I Said" e os excelentes reggaes de "Jah War" e "Give Youth a Chance". Obrigatório para qualquer fã de punk rock, nunca cansarei de dizer que este é um dos melhores discos do gênero. Baixe aqui e diga-me se estou certo ou não.



As coisas iam muito bem. Bem até demais, visto que Owen era viciado em heroína. O cara era um verdadeiro frontman, de presença marcante em palco e com uma voz inigualável, porém, tinha uma antiga dependência pela droga, que tentou ao máximo esconder de seus parceiros de banda, mas que acabou sendo mais forte do que ele e se manifestou  no auge da banda. Acabou que não teve jeito e o cara teve que ser dispensado, visto que a droga começara a afetar sua voz e ele já nem conseguia mais cantar. Pra piorar, sua esposa também não o queria mais, por conta do vício, e em depressão, foi para a casa dos pais e acabou morrendo de overdose no dia 14 de julho de 1980. Ironicamente, duas músicas da banda, escritas por Owen, "Dope For Guns" e "H-Eyes", criticavam fortemente o uso de drogas. Após sua morte, o grupo ainda sobreviveu por um tempo, sob o nome Ruts DC e fazendo um som mais trabalhado e bem distante do punk, bastante experimental até. Porém não rolou, em 1982 a banda chegava ao seu fim. Como Ruts DC, lançaram apenas um disco, "Animal Now", em 1981, que é bem legal, mas obviamente nem se compara ao espetacular "The Crack"... Paul Fox, guitarrista, dentre os mais técnicos e criativos daquela safra do punk inglês, veio a formar outros grupos, como Choir Militia, Dirty Strangers, Screaming Lobsters e Fluffy Kittens. Faleceu em 2007, em decorrência de um câncer. Até então, o Ruts DC esporadicamente se reunia para fazer algumas apresentações, mas com a morte de Fox, a banda teve seu fim definitivo...

Punks de puta madre


Formada em 1979 nos arredores de Tulsa, Oklahoma, o La Manada é um dos mais curiosos casos da história do punk tanto latino como americano (EUA). A banda, que contava com dois irmãos brasileiros (Wanderley "Anaconda", baterista, e João Paulo o "JP" Araújo, guitarrista) e um mexicano (Chip Ramirez, vocal), todos imigrantes ilegrais, além do baixista Duck (que era americano), teve um tempo de vida curto (encerraram as atividades em 1984), porém, acabaram virando uma lenda no underground americano.

A banda fazia um hardcore punk mais denso e carregado do que o das outras bandas daquela região, certamente muito influenciado por Varukers, Exploited e Discharge. A banda chamou muita atenção nos arredores de Tulsa, e a repercussão ultrapassou o estado de Oklahoma, tendo chegado também no Texas e Arizona. O "culto" à banda ficou um pouco restrito a essa região.



A banda encerrou suas atividades em agosto de 1984, no auge da carreira, após a morte de Chip Ramirez, num acidente de carro. Várias bandas prestaram tributo para Chip e para o La Manada em Dallas, logo após a sua morte. Além disso, uma rara biografia da banda foi lançada por fãs em 1987, na biblioteca central de Tulsa. Essa são as informações que tenho, não sei dizer que fim tiveram os integrantes do La Manada após o fim da banda, se tiveram outros projetos, se morreram ou foram deportados de volta para o Brasil (no caso dos irmãos Araújo). A banda nunca gravou nenhum LP full length, somente dois singles, hoje em dia raríssimos, compilados nessa coletânea que venho trazer hoje pra vocês, "Anarkill", lançada em 2001 pela Rotthenness Records, que traz, além dos singles, o registro de uma faixa gravada ao vivo no festival Three Days of Bad Music, que ocorreu em Dallas em julho de 1983. Aproveitem essa preciosidade!

O Inimigo mental, O Inimigo fatal...


O Inimigo é uma das melhores bandas brasileiras da atualidade, sem mais. Conheci o trabalho dos caras recentemente e já me apaixonei pelo som. Mas o que mais esperar de uma banda que é liderada pelo lendário Kalota, que já fez muito barulho em bandas como I Shot Cyrus, Futuro/B.U.S.H e No Conformity, só pra citar algumas? Ainda pra fechar a formação da banda, temos Juninho (do Ratos de Porão, que já tocou no Discarga e no Point of No Return) e Fernando Sanches (sei que informar isso não é muito convidativo à conhecer o som dos caras, mas ele já tocou no horrendo CPM22...) nas guitarras, Alexandre Cacciatore (ex-Presto?) no baixo e Gian Coppola (ex-Kangaroos In Tilt) na batera. Embora muitos dos membros da banda tenham dedicado seus trabalhos musicais à desgraça, O Inimigo apresenta um som mais influenciado por bandas como Embrace, Rites of Spring, Fugazi, Minor Threat, Dag Nasty, Wipers, Hüsker Dü, Mission of Burma e até mesmo Dinosaur Jr. e Lemonheads, muito bem trabalhado e original, com ótimas letras e bastante empolgante.



A banda começou suas atividades em 2001, com o nome Death from Above, mas alguns meses após a sua formação, trocaram o nome para O Inimigo. Permaneceu ativa até 2003 e nesse meio tempo lançaram uma demo tape e um CD, "Cada Um Em Dois". A banda ficou até 2006 sem fazer barulho, quando gravaram o EP "Todos Contra Um", e continuaram sem lançar nada até 2011, quando saiu o maravilhoso "Imaginário Absoluto", na minha opinião o melhor álbum da banda e que rendeu à eles uma tour pelos EUA em novembro do ano passado. Claro, nesse meio tempo rolaram inúmeras trocas de formação até chegar nessa que a banda tem hoje, que se estabilizou em 2009. Já passaram pela banda Nino (que já tocou no Sick Terror, Discarga, Rethink, e atualmente toca no Jesus Macaco), Tarcísio, Alemão, André, Suinã (Coffie Cups) e Jonas (Rethink).


Ouça aqui o disco "Imaginário Absoluto". Se você é fã da Dischord Records e do hardcore de Washington do final dos anos 80, ouça sem medo que não irá se arrepender! Indispensável para quem apoia e gosta das bandas nacionais que fazem um som honesto, com amor a camisa e conhecimento de causa.

Martyr's Tongue interview - Audio Violence from Puerto Rico (english version)

 
Since we are a Brazilian blog with most of the posts on portuguese, that's the first time we'll put the interview in english (so as the post), don't know if that would be a thing on the blog or not, we will see..



Wazzup, people? Today we'll have an international interview, this time with Martyr's Tongue, negative hardcore/metal from Puerto Rico, influenced by such names as Integrity, Rotten Sound, Spazz, Tragedy and Eyehategod. Furious music with misanthropic and apocalyptic lyrics and imagery, talking about of the tragic human condition and men consuming himself on war and conflicts. We had a talk with Axel Otero (lead guitars) and Bradley Pacheco (vocals), Check out!



First and most important of all, introduce yourselves: Who is Martyr's Tongue? How did it started and what are your influences?

Axel: My name is Axel and I play lead guitar in Martyr's Tongue and joining me for this interview is Bradley who is the vocalist for the band. Martyr's Tongue is basically an idea we had from almost 3 years ago but finally did something last November. Basically we got sick and tired of everything we we're doing and also hearing at the time, we just wanted to do something true to us, pour all our darkest of feelings into this music and share this apocalyptic vision we both have… the vision of humanity erased.


Until now you guys recorded an EP in 2012 that will be released on a 7'' soon, besides, a split with the germans of Ablaze and Cleveland natives in Avalanche, how was the process of recording and how did you get in touch with these guys? (Did you talked to them? Did they talked to you? Did you searched a label? etc...)

Axel: It was a little bit of all. Basically, it was all through Facebook, I do remember Christian (Ablaze) telling me they were gonna do a split with Avalanche, somehow the idea of doing it as a 3 way split came up, so I got in touch with Lee (Avalanche) who I knew before through his other band Empire of Rats. All of us in each of the bands talked about doing something together before, so this was the perfect opportunity.  After a few emails with a few labels, Ablaze approached a good friend of theirs, Roy from Southwest Hardcore Records, who believed in what all of us were doing and was kind enough to join in and put this split out.


Since you are from Puerto Rico and we don't know much of a Hardcore/Metal/Rock history in the island, I think it's pretty hard organizing gigs around there, how is the "scene" there?

Axel: Organizing gigs is pretty hard as is, we have like 4 legit venues that support Metal and Hardcore music and since PR is fairly small, things can get dull pretty fast, seeing the same bands and people every weekend. I don't like using the word "scene" but like every other "scene" we have a few good bands.

Besides Martyr's Tongue, do the members have other projects or bands or is this your main work?

Axel: Our drummer Felix plays drums for death metal band called Severe Mutilation who are also friends with us and our other guitarist Fabian is the lead singer and guitarist of Ma Catharsis Et La Mort, both excellent bands. For the rest of us, this is our main band, although on my behalf I have a few projects that you can check out, including You Will Suffer and Nuclear Cleansing, a recent project i'm working with members offellow Holy Terrorist group Godbreaker, VVhorror and Malware.


Which are your future plans? more EP's and Splits or a Full Length record?

Axel: Our future plans are hopefully touring in the US, which we are working on at the moment, hopefully we'll be in the states by December. Another 7 inch vinyl split is being worked on but i can't give too much details right now, and also we're going to have by August a physical release in vinyl of our first EP which we released online last December through bandcamp. Full length album may be on the works before those plans get done.


Since we are a blog that make some recommendations, we want to know what you guys are hearing out and give to the people that are reading this interview some tips of new disgraceful music to listen:

Bradley: I would recommend checking out The Infamous… Gehenna, Withdrawal, The Hollowmen, Impulse, Full of Hell, ACxDC, Anti-Sociales, Un Final Fatal, KDC, IAMTHEPLAGUE, Juventud Crasa, Godbreaker, Ablaze, Avalanche, Low Life, Black Mask, Benchpress, Facewreck, Tropiezo, Tragedy, Needles, Young and in the way and Pick Your Side.

Axel: Apart from what Bradley mentioned which all are amazing bands with awesome people in it, I would recommend for you guys to listen to more Goth music.


Since we are a brazilian blog, it's time for a obvious and kinda stupid question, what brazilian bands you guys know and like? Any interest to come here someday, if yes, how can producers and fans contact you?

Axel: Brazilian bands we know about that we like are Shade of Mankind, Sarcofago, Ratos de Porão, and Sepultura. We also know about Monica Santhiago and Reginna Rizzi. We would be interested in flying down to Brazil one day, people can contact us through our Facebook page or martyrstongue@gmail.com

Well guys, that's it, thank you very much for the time and answering those questions, any last words to the readers?

Death is the gate to life.

Entrevista com Martyr's Tongue - Violência sonora de Porto Rico


Então galera, hoje teremos uma entrevista internacional, dessa vez com o Martyr's Tongue, hardcore/metal de Porto Rico, com influências de bandas como Integrity, Rotten Sound, Spazz, Tragedy e Eyehategod. Um som furioso com letras negativistas e misantrópicas, maioria falando da condição do homem se auto consumindo em guerras e conflitos em nome de algo. Conversamos com Axel Otero (guitarrista) e Bradley Pacheco (vocalista). Confiram!


O primeiro e mais importante de tudo, apresentem-se: Quem é Martyr’s Tongue? Como começou e quais são suas influências?

Axel: Martyr’s Tongue é basicamente uma idéia que tivemos há quase 3 anos atrás, mas finalmente tomou vida em novembro do ano passado (2012). Basicamente estávamos cansados e entediados de tudo que estávamos fazendo e ouvindo na época, nós apenas queríamos fazer algo que era importante e verdadeiro para nós, liberar todos os nossos sentimentos mais sórdidos na forma de música e compartilharmos essa visão apocalíptica que todos nós temos... a visão da humanidade sendo extinta.


Até agora vocês gravaram um EP em 2012, além de um split com os alemães do Ablaze e os americanos do Avalanche, como foi o processo de gravação e como você conseguiu contato com o pessoal? (Vocês falaram com eles? Eles falaram com vocês? Procuraram um selo? etc...)
Axel: Foi um pouco de tudo, cara. Basicamente tudo foi pelo facebook, lembro do Christian (Ablaze) me falar que iam gravar um split com o Avalanche, de alguma forma a idéia de transformar isso num 3-way split acabou indo. Então falei com o Lee (Avalanche) que já conhecia pela outra banda que ele toca, a Empire Of Rats, todos nós de todas as bandas ficamos trocando idéias para botar isso em prática antes, então foi a oportunidade perfeita.

Depois de enviarmos alguns e-mails para algumas gravadoras, o pessoal do Ablaze conseguiu contato com um grande amigo deles, Roy da gravadora Southwest Hardcore Records, que acreditou em tudo o que nós fazemos como banda e foi bondoso o bastante para nos ajudar e lançar esse split.



Já que vocês são do Porto Rico e não sabemos muito de um histórico de hardcore/metal/rock nessa ilha, eu imagino que deve ser difícil pra caralho organizar apresentações, como é a “cena” por aí?

Axel: Organizar shows é bem difícil como você pensou, temos mais ou menos 4 locais parceria que apóiam a música metal ou hardcore e já que Porto Rico é bem pequena, as coisas ficam bem tediosas muito rápido, ver as mesmas bandas e mesmas pessoas toda semana. Não sou adepto da palavra “cena”, mas como toda “cena” nós temos algumas bandas boas.

Além do Martyr’s Tongue, os membros tem outros projetos ou bandas ou esse é seu único e principal trabalho?
Axel: Nosso baterista Felix toca também numa banda de death metal chamada Severed Mutilation, que são amigos nossos, nosso outro guitarrista Fabian toca na Ma Catharsis Et La Mort, outra banda excelente. Agora para o resto, essa banda é nosso principal projeto. Porém eu tenho outros projetos que vocês podem escutar, como You Will Suffer e o meu projeto mais recente, Nuclear Cleansing, com membros e camaradas  de grupos de terrorismo sonoro como Godbreaker, VVhorror e Malware.



Quais são os planos futuros? Gravar mais EP’s e splits ou lançar um álbum?

Axel: Nossos planos futuros são poder tocar e fazer uma tour nos EUA, o que estamos tentando no momento, esperamos tocarmos lá em dezembro. Outro split em 7 polegadas está sendo trabalhado, mas não posso lhe dar muitos detalhes no momento, também estaremos lançando a versão física em vinil do nosso primeiro EP (Exist To Suffer, que foi lançado em dezembro de 2012 no bandcamp). Um álbum completo poderá ser gravado após termos acabado com esses planos.



Já que somos um blog de recomendações musicais, nós queremos saber o que vocês estão ouvindo no momento e o que recomendam pra galera. Seja para nossos visitantes curtir, ou para destuirem suas vidas sociais enquanto fumam crack, idolatram satã e espalham a AIDS. 

Bradley: Eu recomendaria para escutarem The Infamous... Gehenna, Withdrawal, The Hollowmen, Impulse, Full Of Hell, ACxDC (não a banda de hard rock), Anti-Sociales, Un Final Fatal, KDC, IAMTHEPLAGUE, Juventud Crasa, Godbreaker, Ablaze, Avalanche, Low Life, Black Mask, Benchpress, Facewreck, Tropiezo, Tragedy, Needles, Young and in the way e Pick Your Side.

Axel: Além de dizer o mesmo que Bradley mencionou, que são grandes bandas com grandes pessoas que fazem parte delas, eu recomendaria para vocês ouvirem mais música gótica.


Bem, somos um blog brasileiro, então faremos aquela pergunta óbvia e meio idiota, que bandas daqui vocês conhecem e curtem? Há algum interesse de vir aqui algum dia? Se sim, como os produtores podem contatar vocês?
Axel: As bandas brazileiras que conhecemos e gostamos são Shade Of Mankind, Sarcófago, Ratos de Porão e Sepultura. Nós também sabemos sobre a Monica Santhiago e Reginna Rizzi. Temos sim um interesse para descer aí no Brasil um dia, podem nos contatar pela nossa página do facebook ou mandar um email para martyrstongue@gmail.com

Bem caras, era isso, muito obrigado pelo tempo disponível para entrevista e por responderem as perguntas, algumas palavras finais aos leitores? 

A morte é o portão para a vida.

Speed - Kiss-off LP


Esse post vai ser bem curto e direto, pois penei pra tentar achar o mínimo de informação sobre essa banda e mesmo assim, não consegui. Porém, isso aqui é uma pepita sem precedentes e que eu não poderia deixar de postar pra vocês, visto a imensa dificuldade que se tem pra achar esse material na interwebz.

O pouco que sei do Speed é que eles foram, muito provavelmente, a primeira banda punk do Japão. A banda foi formada por volta de 1976 e tinha uma forte influência de Stooges, MC5, New York Dolls e Rolling Stones. O som seguia essa linha, um rock 'n' roll bruto, sujo, simples e cru, sendo assim, facilmente enquadrado dentro do punk, e cantado num inglês tosquíssimo e mal pronunciado. Em outras palavras, lindo! Até onde sei esse "Kiss-Off", de 1981, lançado pelo selo japonês City Records, é o único registro da banda, que provavelmente deve ter acabado depois disso. Sobre o som não tem muito o que comentar mesmo, é o bom e velho rock 'n' roll sujo de sempre, não tem erro. Se você gostar de beber, transar e despertar seus instintos mais primitivos, certamente irá curtir!

É um registro curioso e altamente recomendável para fãs do rock 'n' roll cru, tosco e bruto, e bandas japonesas no geral. Lamento muito não ter mais informações sobre a banda, até porque a proposta do blog sempre foi trazer além de downloads informações e textos ricos sobre bandas não tão conhecidas pelo público, mas porra, isso aqui não podia ficar de fora do nosso acervo, a galera não podia deixar de conferir essa pepita! Deixo o link para baixar o LP "Kiss-Off" aqui. De qualquer forma, se alguém aí tiver informações sobre os caras, contate-nos, via e-mail ou mesmo pelos comentários desse post, será mesmo de grande ajuda! E como curiosidade, segue um vídeo da banda, ao vivo em 1979, um dos únicos (isso se não for o único) registros da banda que encontramos no youtube: